jul 032016
 
Bdellovibrio bacteriovorus - Fonte: http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/2012/06/bdellovibrio/

Bdellovibrio bacteriovorus – Fonte: http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/2012/06/bdellovibrio/

 

Pesquisadores da Escola de Odontologia da Universidade de Washington descobriram a estranha origem de um fragmento de RNA em amostras de saliva humana que nunca batiam com nenhum organismo conhecido: trata-se de uma cerpa de Bdllovibrio

“São bacterias ultra-pequenas e vivem na superfície de outras” disse Jeff McLean, no encontro anual da Sociedade Americana de Microbiologia, ocorrido semana passada, em Boston.

A Bdllovibrio é um gênero bastante peculiar; com apenas 700 genes, precisa parasitar outras bactérias para obter aminoácidos essenciais a sua sobrevivência. Esta cepa específica ataca a Actinomyces odontolyticus que sabidamente causa problemas nas gengivas.

O principal questionamento é de como a Bdellovibrio poderia causar doenças nos seres humanos.  Os pesquisadores têm encontrado altas concentrações do seu DNA em portadores de doença periodontal e fibrose cística. Estudos complementares demonstram que quando a parasita está envolvida, sua hospedeira patógena torna-se mais eficaz em evadir-se dos macrófagos, enganando o sistema imune e piorando o quadro da doença.

Segundo outro pesquisador que não esteve envolvido com o estudo, Roland Hatzenpichler do California Institute of Technology, “essa pode ser a ponta do Iceberg”. Ele ressalta que a Actinomycies não é o único germe a ser parasitado pela Bdllovibrio, podendo haver outras que sejam beneficiadas com o mesmo mecanismo de iludir o sistema imune. Além disso, de alguma forma, as bactérias parasitadas estão se tornando resistentes a antibióticos do grupo dos aminoglicosídeos, especificamente a streptomicina, derivada da actinobacteria Streptomyces griseus.

Os pesquisadores concordam que a descoberta deste bizarro tipo de interação hospedeiro/parasita é mais comum que se imaginava na natureza e deve mudar inteiramente forma de se estudar as bactérias .

___

Fontes:

News Scientist — https://www.newscientist.com/article/2094902-new-life-form-discovered-in-saliva-is-linked-to-human-disease/

Science Alert — http://www.sciencealert.com/scientists-have-discovered-a-new-form-of-life-in-saliva-and-its-linked-to-human-disease

Meio de Cultura — http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/2012/06/bdellovibrio/

jun 292013
 

A anemia falciforme é uma doença hereditária, caracterizada pela formação de uma molécula de hemoglobina alterada, chamada de Hemoglobina S, que ao se acumular nas hemácias, alteram o seu formato, conferindo um padrão em forma de foice, onde derivou o nome (falciforme). A doença se manifesta quando há homozigoze dos genes que a expressam; do contrário, o portador heterozigótico apenas transmite aos seu descendentes o gene, definido a aqueles, “traços” da doença.

Da alteração morfológica das hemácias e do fato que a hemoglobina S não transportar o oxigênio, vem as complicações da doença como dores intensas, necroses de tecidos, úlceras de membros inferiores, anemia hemolítica crônica e risco aumentado a infecções. A característica vasoclusiva da doença (que gera as dores intensas e complicações ósseas) também é muito importante no campo odontológico, pois dela ocasionam necroses assépticas de tecidos pulpares.

Manifestações orais.

As manifestações sistêmicas são as mais intensas no paciente falcêmico e sua apresentação bucal muitas vezes não são clinicamente evidentes, ou levem a uma conclusão clara de se tratar da doença. Nas mucosas, se apresenta semelhante as outras anemias, como a palidez, icterícia ou atraso na erupção dos dentes. Há também uma periodontite incomum, e distúrbios de mineralização dos elementos dentários. No exame radiográfico, a falcemia torna-se mais sugestiva devido a má formação trabecular onde existe um padrão semelhante a ‘escada’ por causa de um menor número de trabéculos. Os resultantes estarão aumentados com listras horizontais mais evidentes. O risco de infecção está aumentado, e a incidência de osteomielite também estará elevada.

Endodontia.

Histologicamente, no tecido pulpar, os vasos sanguíneos podem ser obliterados pelos eritrócitos alterados, levando a avcs pulpares devido a microtromboses. Não é incomum no paciente falcêmico a presença de necroses pulpares idiopáticas e assintomáticas. O dentista deve estar atento porque as necroses pulpares podem levar a quadros de lesões periapicais, potencialmente perigosos nestes casos, por sua característica susceptibilidade à infecções; e estas poderem desencadear a fase aguda da falcemia, moldurada por uma osteomielite.

Tratando o paciente falcêmico.

Todo tratamento do portador da doença falciforme deve ser feito nos estágios crônicos da doença. As intervenções devem ser feitas após criteriosa averiguação clínica do estágio da doença, extensão de danos. Entretanto, por vezes o dentista deve intervir nos casos de urgências dolorosas e infecções. Nos casos de intervenção pulpar, o uso de anestésicos deve ser restrito a menor dose e deve-se evitar o uso de vasoconstrictores e as consultas deverão ser abreviadas. É muito importante que ações preventivas sejam conduzidas no sentido de evitar sempre as infecções bucais.

Na Bahia, de cada 650 crianças nascidas, uma tem doença falciforme, e de cada 17 uma tem traços da doença. Sendo assim, o profissional na argüição de história clínica, deve sempre ter atenção em considerar a AF em seus questionamentos semiotécnicos. De um modo geral, o amplo conhecimento das patologias hereditárias, prevalentes em sua comunidade dá ao profissional poucas supresas em sua prática clínica,

REFERÊNCIAS

  1. Hosni, Jamile, et al. Protocolo de Atendimento odontológico para paciente com anemia falciforme: Arquivo Brasileiro de Odontologia, v. 4 p. 104-112. 2008
  2. Franco, Bruna de Melo, et al. Manifestações bucais da Anemia Falciforme e suas implicações no atendimento Odontológico: Arquivos de Odontologia, v. 43, p. 92-6 set 2007;
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde: Manual da anemia falciforme para a população: Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2007, 24p
jun 292013
 

Trabalhar num posto de saúde a muitos quilômetros da sede da cidade num é algo muito emocionante. Geralmente temos muitos momentos enfadonhos  mas, cedo ou tarde, algo urge e solicita de seus profissionais toda habilidade que o sujeito tenha adquirido, de modo consciente ou inconsciente.

Um belo dia (belo até aquele momento) o médico saiu com o carro da unidade de saúde para uma visita programada e era sabido que levaria algum tempo.  Naquele momento eu estava atendendo e a enfermeira que coordena o posto abre a porta do gabinete num golpe. O mundo deveria estar se acabando para ela estar com aquela expressão. Ouve-se a notícia que uma criança estava engasgada com um caroço de umbu.

Sem o carro e o médico, demorei, mas entendi qual seria o meu papel naquele momento: Até porque já (achava) estava preparado para aplicar a técnica de heimlich, mas o único meio de se chegar até o local onde estava a menininha era uma velha Honda CG 125, pocada e emprestada de um paciente (que não estava lá muito disposto a fazê-lo). A enfermeira foi contundente:

– Sei o fazer, precisamos ir lá!

Montei na moto de EPI completo (jaleco, gorro, óculos e mascara) e apertei o botão do pisca achando que era a partida elétrica, enquanto o dono da moto gritava sobre o tal de kick. Quase caí tentando acionar aquele velho motor quatro tempos.

Sem imaginar o perigo que corria, a colega enfermeira montou na garupa da moto e nós dois saímos rabeirando cercas de arames farpados e caindo em barrocas de cascalho. Após alguns momentos, ela percebeu que minha habilidade em pilotar motocicleta se resumia a pequenos trajetos urbanos em asfalto de qualidade e, a julgar pelo modo que eu entrava nas valas e batia nas pedras, estávamos correndo tanto risco quanto a menina engasgada.

– Você sabe mesmo pilotar essa coisa? – Gritou a colega contra a direção do vento.

– Olha, eu achei que sabia! Mas uma moto pequena em estrada de cascalho cheia de buracos e com uma pessoa na garupa; a coisa muda de figura!

– Droga! Era pra você ter dito isso ates de sairmos! – touché, era mesmo!

– Sei lá, eu não pensei direito! ­

Senti que, a partir daquele momento, ela se segurou mais firme e não iria respirar até quando chegássemos lá…

Mas eu tive uma moto muito boa. Uma Falcon dois mil e quatro, de quatrocentas cilindradas, vermelha Ferrari, com coroa esportiva, bastante estável. Meu pai deu bobeira e eu tomei da mão dele. Apesar de ser uma moto trail (para trilhas e qualquer terreno) raramente ela ia para a roça. Seu excelente estado de conservação se devia em parte, por ela não ir onde nenhuma moto jamais esteve. O que geralmente as pessoas não sabem, é que uma moto grande e potente é bem mais fácil de pilotar do que estes velotróis com pneu de bicicleta.

De repente, uma barroca no final de um barranco encascaralhado (que chamam de ladeira) se aproximava. Foi aí que eu percebi que tinha esquecido de checar se aquela coisa tinha freio (o dianteiro só servia para limpar o raio, e o traseiro não deu vencimento) a moto bateu na barroca e quicou.

O movimento foi forte e pavoroso. A bicha saltou feito cavalo bravo que pula para se desvencilhar do peão. O vôo bem que poderia ser descrito como a bicicleta de Elliott transportando o ET com a lua cheia ao fundo, do clássico de Spilberg.

No tempo congelado, percebemos a postura de cada um, frente aquilo que acredite que seja o fim (o fim de meus dentes da frente, pelo menos), e não achava que nossa aterragem seria dócil. Toda máquina feita pelo homem, tem problemas para aterrissar. Aquele jumbo de um metro e meio, e trezentos quilos bateu no chão, quicou uma réplica e outra tréplica; soltou três ou quatro parafusos, pendeu para a esquerda, reclamou do peso e enfim a força giroscópica a manteve de pé.

– Ave Maria…  – Senti que a colega enfermeira esteve o tempo todo rezando.

Chegamos após agonizantes minutos e ao resolver o problema (ela provavelmente engoliu o caroço, estava respirando bem) voltamos sem pressa, a vinte quilômetros por hora.

Quando chegamos, o dono da moto correu a alisar o seu patrimônio perguntando:

– Vocês estão bem? – E continuava alisando a moto:

– Porque sabem né? Minha maior preocupação era com vocês!

jun 242013
 

Endodontia em gestantes

Se podemos citar um receio recorrente no dia-a-dia da clínica odontológica é o tratamento de canal na mulher gestante. A anestesia a se aplicar, o medicamente a se administrar, dose de radiação; são alguns dos questionamentos se passam na cabeça do dentista. E como a gestante possui um instinto natural de proteção do seu bebê, é perfeitamente normal seu medo quanto ao tratamento dentário, principalmente o que envolva medicamentos e doses de radiação. Nisso é imprescindível ao profissional a segurança e conhecimento no que vai fazer, no sentido de passar tranqüilidade quanto aos procedimentos.

Se possível, deve-se evitar submeter a gestante a qualquer procedimento nas primeiras doze semanas de gravidez. Este é o período mais sensível devido ao processo de formação do feto. Entretanto, os riscos causados por uma infecção periapical ou até mesmo as substâncias liberadas pelo estresse da dor, são mais perigosas que o atendimento odontologico em si, incluíndo a anestesia. Trocando em miúdos: se precisar, intervenha.

O tratamento de canal, apesar de exigir um conjunto de protocolos técnicos a se seguir, não é um procedimento rígido e sua dinâmica ampla permite o mesmo ser adequado para a realidade da gestante; seja de forma provisória, seja de forma permanente. É possível ao dentista algumas manobras que permitam uma gestação tranqüila ao ponto que, após esta, o problema seja solucionado adequadamente.

Claro que se faz necessário um controle preciso do comprimento de trabalho e do dente, com os instrumentos necessários a limpeza, que chamamos de limas (e todo mundo chama de agulhas). Para se ter esse controle, é preciso medir o tamanho do dente, através de radiografias. Exames radiográficos convencionais também devem ser evitados durante a gravidez, entretanto, atualmente existem equipamentos modernos e digitais, que utilizam frações da radiação de um aparelho convencional, onde associado a um protetor de chumbo, permitem uma tomada com bastante segurança ao bebê.

Anestesiando…

As soluções anestésicas atravessam facilmente a barreira placentária, principalmente devido ao seu baixo peso molecular. Geralmente os produtos metabólicos é que são mais tóxicos, entretanto, a ação mais intensa no feto é a depressão cardíaca grave. Os anestésicos em si, são bastantes seguros porque rapidamente ligam-se às proteínas plasmáticas, tornando-os menos biodisponíveis para uma ação depressora no músculo cardíaco ou sistema nervoso central. Mas é obvio que ainda assim, possuem potencial tóxico que não deve ser desprezado.

A anestesia não pode ser dúvida durante os procedimentos clínicos com gestantes. E preciso estar atento as interações farmacológicas, aos efeitos sistêmicos e a habilidade na administração. A lidocaína é o fármaco de escolha nestes casos, é seguro para o uso [racional] em gestantes, principalmente se estiver associado a um vasoconstrictor. E o melhor: são os anestésicos mais baratos, difundidos.

Procedimento…

Após uma boa anestesia, a intervenção não é diferente do usual. O profissional é soberano na decisão de qual conduta tomará e até onde ele irá trabalhar. A literatura é unânime em relatar que um bom cateterismo é imprescindível nos primeiros momentos do tempo endodôntico.

Quando o momento é propício, os aparelhos permitem uma segura determinação do comprimento de trabalho e a habilidade do profissional lhe aseguram uma única sessão, é preciso ter em mente também que a gestante não deve permanecer em decúbto dorsal (deitada) por um longo período, por causa do peso exercido por sobre vasos sanguíneos importantes.

Medicando…

A prescrição correta é uma arma poderosa no tratamento endodôntico, mas é preciso estar atento aos efeitos adversos, na biodinâmica e biotransformação; ou seja, nas interações que ocorrem dentro do organismo da mãe. Deve-se evitar querer que o remédio faça o trabalho do tratamento, o alívio da dor, da infecção e da inflamação. Além de ineficaz, expõe mãe e filho a doses desnecessárias de medicamentos.

Em geral deve-se buscar os fármacos de primeira escolha e que comprovadamente são seguros no uso na gravidez.

Por fim,

é possível e porque não dizer, fundamental intervir. Com um bom conhecimento clínico, farmacológico e domínio de técnica, podemos realizar pelo menos os primeiros momentos do tratamento endodôntico, promovendo assim o alívio da dor pela remoção dos agentes infecciosos. Havendo um selamento eficiente (evitando uma recontaminação) é perfeitamente possível aguardar o final da gestação, sendo este o momento adequado para a finalização do tratamento.

jun 242013
 

Perimólise é a lenta perda de mineral do tecido duro dentário, através de processos químicos e sem o envolvimento bacteriano. A Perimólise ocorre lentamente e está relacionada à ingestão freqüente de alimentos ácidos ou exposição a produtos estomacais resultado de vômitos ou regurgitações freqüentes. Geralmente pode ser confundida com o bruxismo (ou algum hábito parafuncional), pela semelhança do seu padrão inicial de desgaste.

Existem três níveis de erosões da perimólise, que se baseiam no tamanho e extenção do dano:

1. Lesões superficiais: há perda do brilho do esmalte dentário e desgastes erosivos nas faces linguais, palatais e oclusais como primeiro sinal de sua destruição.

2. Lesões localizadas: destruição do esmalte e até um terço de dentina (a camada inferior ao esmalte), hipersensibilidade dentinária, proeminência das restaurações de amálgama (o dentista as chama de “ilhas de metal”) e início de perda de dimensão vertical (que é, de modo simplório, a distância da ponta do nariz a ponta do queixo);

3. Lesões generalizadas: perda de queratina na mucosa gengival ocasionando gengivite, exposição pulpar, diastemas, pseudomordida aberta (ao morder, os incisivos não se tocam) e comprometimento da estética.

Para o tratamento da perimólise, é fundamental de início se identificar sua origem, que pode ser interna (erosão intrínseca) ou externa (erosão extrínseca).

A intrínseca provém dos ácidos estomacais sendo acarretada de modo secundário à doenças psicossomáticas como a bulimia e a anorexia nervosa; e de forma primária à doenças sistêmicas como o refluxo gastro esofágico e o alcoolismo. Na Bulimia e anorexia o indivíduo apresenta vômitos (voluntários ou não) após a ingestão de grandes quantidades de alimentos. No refluxo gastro-esofágico (RGE) existe uma falha no baixo esfíncter esofágico, apresentando retorno do ácido gastrico. No alcoolismo, o consumo cônico do álcool causa gastrite crônica, e o alcoolista vomita com freqüência.

Na extrínseca a acidez vem de origem externa, onde pode ser através da dieta (frutas e bebidas ácidas), de doenças ocupacionais e do ambiente (indústrias químicas e piscinas cloradas) ou medicamentosa (vitamina C, aspirina e ácido clorídrico). Medicamentos não-ácidos, como a Isotretinoina e benzodiazepínicos, também podem causar erosão por diminuírem a secreção salivar, ocasionando a quebra do equilíbrio “Des-Re” de desmineralização e remineralização do esmalte dentário.

O tratamento irá depender do diagnóstico do fator originário da permólise, para se obter a cessação da causa. A avaliação da extensão dos danos definrá quais procedimentos serão realizados. Variando dos não invasivos, aplicações de fluoretos, aconselhamento sobre a escovação logo após o ato de regurgitar ou ingerir substâncias ácidas; até o tratamento endodôntico e reabilitador nos casos mais graves.

O Cirurgião-Dentista tem papel importante no diagnóstico e tratamento da perimólise, mas não é raro o tratamento precisar ser realizado de modo multidisciplinar, quando a complexidade de fatores que causam o quadro, leva a tal.

____________

Resende, Vera Lúcia Silva; et al, Erosão dentária ou perimólise: a importância do trabalho da equipe em saúde. Arq. odontol;41(02):132-138, 2005.

Maurício, Marcos de Miranda; et al,. Perimólise, diagnóstico e plano de tratamento. J Bras Clin Odontol Int, Curitiba, v.6, n.35, p.415-18 set./out. 2002

Bocardi, Karina; et al, Perimólise: o papel do cirurgião-dentista. Resumos da 59ª Jornada Odontológica e 19ª Jornada Acadêmica “Prof. Dr. Oscar Fernando Munhõz Chávez”. Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP 26 de Setembro a 01 de Outubro de 2005

Barros, Eduardo Roberto Corrêa de, O processo Des-Re: desmineralização – remineralização do esmalte dentário. RGO (Porto Alegre);37(3):181-4, maio-jun. 1989.